
E foi assim que eu fiquei toda
boba.
Julie & Julia é uma graça de filme. Uma graça! E já que você veio até um blog de culinária e poesia, sugiro que vá vê-lo rapidamente.
O filme conta a história de como uma menina (Julie) frustrada na profissão e que nunca havia levado um projeto até o fim, resolve escrever um blog refazendo as receitas de uma culinarista (Julia) que fez sucesso na sua infância. As cenas se dividem entre o 2002 de Julie Powell e os anos 1950 e 60 de Julia Child, que como a bloggeira, tentava ter seu livro publicado. E assim segue a fita, mostrando as semelhanças entre as duas mulheres - e os dois maridos. Um outro detalhe legal para quem gosta de cozinha é o jogo de closes nas receitas.
É desses filmes que faz você sair do cinema disposto a mudar de vida. Uma feliz coincidência com pequenas diferenças, se é que eu tenho direito a qualquer semelhança. O retorno ao blog foi apenas uma. As dificuldades que Julie encontrava com determinadas receitas, os bloqueios com "ingredientes vivos", as crises de choro quando alguma coisa não saia certo, o uso excessivo da manteiga e tantas outras que eu poderia enumerar...
Mas a mais significativa ficou no título deste post - fala das duas personagens centrais.
Traduzindo: o que é a cozinha se não uma doação para outro? Ora, eu cozinho para satisfazer as pessoas. Para alimentar o outro. Para ouvir "O que tem para o jantar?" e "nossa, que delícia!". Nisso, eu me satisfaço também.
Será que é assim com todo mundo? Prefiro acreditar que sim. De verdade.



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